1672: Expiação para quem teve relações sexuais com sua esposa durante um dia no Ramadan


A minha pergunta é complexa. Em primeiro lugar, durante o primeiro Ramadan que minha esposa e eu nos casamos, fizemos algo do qual nos envergonhamos e nos arrependemos sinceramente; aquilo foi manter relação sexual durante o jejum. Infelizmente, isto ocorreu 2 ou 3 vezes.
Eu soube que a ação correta para isso é: em primeiro lugar, libertar um escravo ou segundo, jejuar durante 60 dias de forma contínua. A primeira opção de libertar um escravo não é possível, portanto, a minha pergunta é sobre o jejum.
Eu podia jejuar durante sessenta dias, mas uma vez que seja contínuo, acredito que não seria capaz de sustentar minha família (o jejum me enfraquece, e meu trabalho é físico, sem energia, torna-se incrivelmente difícil). É duro o suficiente executá-lo durante o Ramadan e ganhar dinheiro suficiente (com a permissão de Allah) para fornecer à minha família. Que opções me restam. Estou ciente do hadith que narra sobre um homem pobre que foi ao Profeta (saws) e foram-lhe dadas as opções de libertar um escravo ou jejuar, e ele não conseguiria fazer nenhuma delas, então, foram-lhe dadas tâmaras para serem doadas à família mais pobre, que era a dele, portanto ele as levou para sua família. Como isso se aplica a mim? Eu, alhamdulilah, não sou rico, mas não sou pobre também (usualmente mantenho-nos de salário a salário) - minha esposa e eu sentimos uma enorme culpa quanto isso. Por favor, ajudem! Além disso, é para se jejuar os 60 dias para cada vez que a pessoa manteve relação sexual durante o jejum de Ramadan?

تم النشر بتاريخ: 2016-05-27

Louvado seja Allah.

Nosso conselho é que você deva tentar jejuar os dois meses consecutivos durante os dias frios ou temperados, quando os dias serão mais curtos e será menos difícil para você, ou durante a licença anual que a sua entidade patronal lhe dá, e outras oportunidades onde puder fazer uso para este fim. Se você realmente e verdadeiramente não for capaz de jejuar, então é permitido que alimente sessenta pessoas pobres. Você poderia dar-lhes comida em etapas – de acordo com o que você for capaz de fazer – até que você tenha alimentado o número completo. Sua esposa também deve fazer uma expiação semelhante, se ela foi sua parceira espontânea no ato da relação sexual durante o dia no Ramadan. Se o número de vezes que a relação sexual ocorreu aconteceu em dias diferentes, então vocês têm de oferecer expiação para cada dia no qual a santidade do mês sagrado foi quebrada. O autor de Kifaayat al-Taalib disse: "O número de expiações corresponde ao número de dias, não ao número de vezes que o ato foi repetido em um dia, antes do pagamento de qualquer expiação. Isto é consenso (dos estudiosos).” Foi dito em Haashiyat al-Dasuqi: “Não é contado pelo número de vezes que uma pessoa comeu ou manteve relações em um dia”. O autor de Mughni al-Muhtaaj disse: “A expiação é contada pelo número de delitos... (quem teve relações sexuais em dois dias diferentes deve pagar expiação duas vezes)... porque cada dia é um ato de adoração separado e independente, então a expiação para ambos não pode ser combinada... Se o ato sexual aconteceu várias vezes em um dia, os atos separados não são contados [isto é, uma expiação é suficiente]”. Allah não sobrecarrega qualquer pessoa, exceto com o que ela pode suportar.

O hadith a que você se refere na sua pergunta foi narrado por Abu Hurairah (que Allah esteja satisfeito com ele) que disse: "Enquanto estávamos sentados com o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), um homem veio até ele e disse: ‘Ó Mensageiro de Allah, estou perdido!’ Ele disse: ‘O que aconteceu contigo?’ Ele disse: ‘Tive relações sexuais com minha esposa enquanto estava ​​em jejum.’ O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) perguntou: ‘Poderias achar um escravo que pudesses libertar?’ Ele disse: 'Não'. Ele perguntou: ‘És capaz de jejuar por dois meses consecutivos?’ Ele respondeu: 'Não'. Ele perguntou: ‘Podes alimentar sessenta pessoas pobres?’ Ele respondeu: 'Não'. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) ficou em silêncio. Enquanto estávamos (sentados) assim, o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) trouxe um recipiente de tâmaras. Ele disse: ‘Onde está aquele que estava perguntando?’ O homem disse: ‘Eu (estou aqui)’. Ele disse: 'Leva estas e doa-as em caridade’. O homem disse: ‘Quem é mais pobre do que eu, ó Mensageiro de Allah? Não há lar entre os dois campos (ou seja, em Medina), que seja mais pobre do que o meu’. O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) sorriu até que seus dentes de trás pudessem ser vistos, então disse: 'Alimente sua família com elas’." (Relatado por al-Bukhari, Fath, 1936).

De acordo com um relato narrado por Ahmad, de A’isha (que Allah esteja satisfeito com ela), enquanto o Profeta (que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) estava sentado à sombra da fortaleza de Hassan, um homem aproximou-se dele e disse: "Eu fui queimado, ó Mensageiro de Allah!” Ele perguntou: "O que há de errado contigo?" Ele disse: "Eu tive relações sexuais com minha esposa enquanto estava em jejum." Ela ['A'ishah] disse: “isso foi no Ramadan”. O Mensageiro de Allah (paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse-lhe: "Senta-te", então ele se sentou na parte de trás do local do encontro. Então, um homem veio com um burro em cujas costas havia uma cesta de tâmaras, e disse: "Esta é a minha sadaqah (caridade), ó Mensageiro de Allah”. O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) perguntou: "Onde está o queimado que acabara de chegar?" Ele disse: “Aqui estou, ó Mensageiro de Allah”. Ele disse: "Pega isto e dá-o em caridade”. Ele disse: “Onde poderia isso ir exceto para mim e minha família, ó Mensageiro de Allah? Por Aquele que o enviou com a verdade, não consigo achar nada para mim e minha família”. Ele disse: “Tome-o". Então, ele o levou. (al-Musnad 6/276).

Pedimos a Allah, Glorificado e Exaltado seja, para nos perdoar e a nossos pecados e transgressões e aceitar nosso arrependimento, pois Ele é Aquele que aceita o arrependimento, o Misericordioso.

 

Sheikh Muhammed Salih Al-Munajjid
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